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	<title>O terceiro setor Arquivos - ECG, CRL</title>
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	<description>Cooperativa Cultural de Serviços e de Habitação</description>
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		<title>A sustentabilidade do sistema de Segurança Social</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Manuel Moura]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Mar 2016 11:08:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Consultoria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A sustentabilidade do sistema de Segurança Social é (ou deveria ser) um tema de discussão objetiva para toda a comunidade. O caro leitor ou leitora é um dos que, como eu, começa já a pensar muito a sério na problemática da sustentabilidade do sistema de Segurança Social (concretamente na vertente do financiamento das pensões de ... <a title="A sustentabilidade do sistema de Segurança Social" class="read-more" href="https://oldsite.ecgcoop.org/a-sustentabilidade-do-sistema-de-seguranca-social/" aria-label="Leia mais sobre A sustentabilidade do sistema de Segurança Social">Ler mais...</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2>A sustentabilidade do sistema de Segurança Social é (ou deveria ser) um tema de discussão objetiva para toda a comunidade.</h2>
<p style="text-align: justify;">O caro leitor ou leitora é um dos que, como eu, começa já a pensar muito a sério na problemática da sustentabilidade do sistema de Segurança Social (concretamente na vertente do financiamento das pensões de velhice)?</p>
<p style="text-align: justify;">E, portanto, tenta já contabilizar os rendimentos com que poderá efetivamente contar quando, num determinado momento da sua vida, as suas forças e discernimento já não lhe permitirem gerar rendimentos autónomos provenientes da sua atividade profissional?</p>
<p style="text-align: justify;">Tem à volta de 55 anos e (lamentavelmente para si) <span style="text-decoration: underline;">não integra</span> a elite do país que, com mais ou menos inteligência, apoio familiar, capacidade de trabalho, tendência para aproveitar as melhores oportunidades que a vida lhe ofereceu (ou mesmo pura sorte), já &#8220;garantiu&#8221; uma &#8220;boa&#8221; e &#8220;estável&#8221; (sabe-se lá até quando) pensão de reforma?</p>
<p style="text-align: justify;">Se respondeu &#8220;sim&#8221; a todas as questões então&#8230; bem vindo(a) ao clube já com vários milhares de &#8220;sócios&#8221;.</p>
<h6 style="text-align: justify;">Comecemos por tentar perceber melhor a fórmula de cálculo da i<span class="c1 c5">dade normal de acesso à pensão de velhice</span>!</h6>
<p style="text-align: justify;">Já lhe dei a oportunidade, mesmo sem consultar o art.º 20.º do <a href="https://www.google.com/url?q=http://www.cga.pt/fs/file/Download/FileShare/www/Legislacao/2013/DL_20131231167E.pdf&amp;sa=D&amp;ust=1458211777282000&amp;usg=AFQjCNFGEqRWpX5PONEIGTSaQWQt07Ibvg" target="_blank">Decreto-Lei n.º 167-E/2013</a>, de 31 de Dezembro, de olhar para a dita. Sim! É verdade. É mesmo a imagem que decidi utilizar para destaque deste artigo.</p>
<p style="text-align: justify;">Confuso(a)? Em novembro de 2014 ensaiei uma tentativa de &#8220;tradução&#8221; da fórmula para linguagem um pouco mais comum. Pode consultar esse trabalho <a href="https://docs.google.com/document/d/1cAQw-r2ZUYjlXCtKwlTOpdKfvivebO0EaPoAwG90nQo/pub" target="_blank">aqui</a>. Enviei, na altura, para quem de direito um pedido de validação dos meus cálculos mas ainda estou à espera da resposta&#8230;</p>
<h6 style="text-align: justify;">Como já temos, neste momento, um ideia mais concreta do cálculo da nossa &#8220;idade normal de acesso&#8221; vamos então avançar com uma breve reflexão sobre  o nosso sistema-base de financiamento da Segurança Social.</h6>
<p style="text-align: justify;">O sistema-base de financiamento da segurança social, em Portugal, é o da REPARTIÇÃO. Simplificando, o Estado reparte neste momento pela população passiva (os menos jovens) o que os ativos (os mais jovens) descontam presentemente para o sistema.</p>
<p style="text-align: justify;">Com uma base de tributação alargada e um número “contido” de reformados o sistema funciona(va) perfeitamente. Só que o continuado envelhecimento da população e a redução cada vez mais perigosa da natalidade leva o &#8220;funil&#8221; a querer rodar 180 graus provocando a consequente e perigosa falta de sustentabilidade do sistema de Segurança Social.</p>
<p style="text-align: justify;">Todos os políticos conhecem a realidade do problema da sustentabilidade do sistema de Segurança Social (pelo menos aqueles que ainda têm alguns neurónios a funcionar devidamente na sua cabeça) mas ninguém discute uma solução verdadeira para o mesmo. Continuam todos a “empurrar com a barriga” porque, obviamente, pretendem ser eleitos ou reeleitos para as suas &#8220;altas&#8221; responsabilidade de Estado.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 2007 (já lá vão uns aninhos) a APS (Associação Portuguesa de Seguradores) efetuou um estudo que referia alguns dados interessantes:</p>
<p style="text-align: justify;">“<em>O envelhecimento da população nos países desenvolvidos é, assim, o resultado de duas tendências diferentes: a queda da taxa de natalidade e o aumento da esperança de vida.</em><br />
<em> Tendo como referência que o índice de fecundidade mínimo para assegurar a substituição geracional é de 2,1, verifica-se que, entre 1960 e 2003, este indicador caiu de 2,6 para menos de 1,5 ao nível da UE 25, sendo essa tendência ainda mais vincada em Portugal, com a queda do índice de 3,1 em 1960 para 1,4 em 2004.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Esta evolução é consequência de vários fatores, dos quais se salientam os seguintes:</em><br />
<em> &#8211; A entrada massiva das mulheres no mercado de trabalho, fenómeno que no caso português foi potenciado pela Guerra Colonial e pela elevada emigração da década de 60, que conduziram à redução da quantidade de mão de obra masculina;</em><br />
<em> &#8211; A elevação dos níveis de escolaridade, a dificuldade crescente de inserção na vida ativa e a primazia atribuída à carreira profissional nos primeiros anos de vida ativa, o que, em conjunto, conduz a um aumento progressivo da idade do casamento e da idade dos pais aquando do nascimento do primeiro filho;</em><br />
<em> &#8211; A concentração da população nos centros urbanos, onde se verifica quer uma menor incidência das redes de entreajuda familiar, o que “encarece” um filho, quer o elevado custo da habitação, que conduz a espaços mais pequenos com a consequente limitação ao número de filhos.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="text-decoration: underline;">Mesmo que a taxa de natalidade começasse imediatamente a aumentar em Portugal (o que não é expectável, pois o número de nascimentos tem vindo sistematicamente a diminuir nos últimos anos), isso afetaria, com um diferimento de 20 anos, a estrutura etária da população relevante para o financiamento do sistema público de pensões</span>.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Também um aumento da imigração não constitui uma solução viável para interromper ou inverter o processo de envelhecimento, uma vez que, para manter um rácio de dependência estável, Portugal teria de ter, até 2030, um saldo líquido de cerca de 6 milhões de imigrantes, ou seja, mais do que a atual população ativa, o que é impraticável de um ponto de vista económico e social.</em>”</p>
<h6 style="text-align: justify;">Será então que os nossos políticos vão finalmente discutir este tema nos tempos mais próximos ou vão preferir continuar a abordar as questões “fraturantes” tão em voga na sociedade portuguesa?</h6>
<p style="text-align: justify;">Pela minha parte, e enquanto não enfrentamos o problema da sustentabilidade do sistema de Segurança Social com responsabilidade e capacidade de inovação, sempre vou sugerindo que seja adotada uma solução alternativa pelos mais jovens: privilegiarem, desde já, o <a href="http://www.swissinfo.ch/por/seguran%C3%A7a-social/29725264" target="_blank">segundo e terceiro pilares</a> escolhendo trabalhar (dentro do possível) para entidades (de qualquer um dos três setores mencionados no art.º 80.º da nossa <a href="http://www.parlamento.pt/Legislacao/Paginas/ConstituicaoRepublicaPortuguesa.aspx" target="_blank">Constituição</a>) que lhes ofereçam um complemento de reforma e, para garantia do terceiro pilar, reforçando a sua própria poupança “desinvestindo” o mais possível em bens de consumo duráveis (automóveis, por exemplo) e canalizando o “sobrante” para planos individuais de reforma porque deste “esquema” atual é por demais evidente que já muito pouco poderemos esperar.</p>
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